sábado, 5 de outubro de 2013


O projeto de transposição do Rio São Francisco é um tema bastante polêmico, pois engloba a suposta tentativa de solucionar um problema que há muito afeta as populações do semi-árido brasileiro, a seca; e, ao mesmo tempo, trata-se de um projeto delicado do ponto de vista ambiental, pois irá afetar um dos rios mais importantes do Brasil, tanto pela sua extensão e importância na manutenção da biodiversidade, quanto pela sua utilização em transportes e abastecimento.
Mapa dos pontos de transposição do Rio São Francisco no Nordeste.
Mapa dos pontos de transposição do Rio São Francisco no Nordeste.
O Rio São Francisco nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais e, depois de passar por cinco Estados brasileiros e cerca de 2,7 mil km de extensão, deságua no Oceano Atlântico na divisa entre Sergipe e Alagoas.
Considerado o “rio da unidade nacional”, o Velho Chico, como também é chamado, passa por regiões de condições climáticas as mais diversas. Em Minas Gerais, que responde por apenas 37% da sua área total, o São Francisco recebe praticamente todo o seu deflúvio (cerca de 75%) sendo que nas demais regiões por onde passa o clima é seco e semi-árido.
O projeto de transposição do São Francisco surgiu com o argumento sanar essa deficiência hídrica na região do Semi-Árido através da transferência de água do rio para abastecimento de açudes e rios menores na região nordeste, diminuindo a seca no período de estiagem.
O projeto é antigo, foi concebido em 1985 pelo extinto DNOS – Departamento Nacional de Obras e Saneamento, sendo, em 1999, transferido para o Ministério da Integração Nacional e acompanhado por vários ministérios desde então, assim como, pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
O projeto prevê a retirada de 26,4m³/s de água (1,4% da vazão da barragem de Sobradinho) que será destinada ao consumo da população urbana de 390 municípios do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte através das bacias de Terra Nova, Brígida Pajeú, Moxotó, Bacias do Agreste em Pernambuco, Jaguaribe, Metropolitanas no Ceará, Apodi, Piranhas-Açu no rio Grande do Norte, Paraíba e Piranhas na Paraíba.
Eixo Norte do projeto, que levará água para os sertões de Pernambuco, Paraíba, Ceará e rio Grande do Norte, terá 400 km de extensão alimentando 4 rios, três sub-bacias do São Francisco (Brígida, Terra Nova e Pajeú) e mais dois açudes: Entre Montes e Chapéu.
Eixo Leste abastecerá parte do sertão e as regiões do Agreste de Pernambuco e da Paraíba com 220 km aproximadamente até o Rio Paraíba, depois de passar nas bacias do Pajeú, Moxotó e da região agreste de Pernambuco.
Ambos os eixos serão construídos para uma capacidade máxima de vazão de 99m³/s e 28m³/s respectivamente sendo que, trabalharão com uma vazão contínua de 16,4m³/s no eixo norte e 10m³/s no eixo leste.
Por outro lado, a corrente contra as obras de transposição do Rio São Francisco afirma que a obra é nada mais que uma “transamazônica hídrica”, e que além de demasiado cara a transposição do rio não será capaz de suprir a necessidade da população da região uma vez que o problema não seria o déficit hídrico que não existe, o problema seria a má administração dos recursos existentes uma vez que a maior parte da água é destinada a irrigação e que diversas obras, que poderiam suprir a necessidade de distribuição da água pela região, estão há anos inconclusas.
Para se ter uma ideia, o nordeste é a região mais açudada do mundo com 70 mil açudes nos quais são armazenados 37 bilhões de m³ de água. Portanto, o problema da seca poderia ser resolvido apenas com a conclusão das mais de 23 obras de distribuição que estão paradas nos municípios contemplados pela obra de transposição a um custo muito mais barato e viável do que a transposição do maior rio inteiramente nacional.


Como atividade com os alunos, podemos pesquisar como estão atualmente as obras. Se existem polêmicas, denúncias de superfaturamento, se as obras jé foram finalizadas.

Está atividade atual, também é tema de avaliações como o ENEM.

AIDS na África

AIDS NA ÁFRICA:


Uma assustadora e grave epidemia


Milhões de infectados vivem no continente, onde a doença se alastra enquanto o resto do
mundo assiste a tudo calado

Por Vagner Augusto da Silva

Com pouco mais de 10% da população mundial, a África subsaariana espantosamente possui 70% de todas as pessoas infectadas com o vírus HIV no mundo. Os dados fornecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que em 2003 cerca de 37,8 milhões de pessoas viviam com o vírus no planeta, sendo que, desse grupo, a África subsaariana detém 25 milhões.
No continente, vários países apresentam a doença de maneira generalizada, com a população contaminada superior a 1% do total de habitantes. Na África, especialmente na sua porção meridional, a propagação do vírus vem crescendo em todas as classes sociais, não se restringindo apenas aos chamados grupos de risco.
A situação africana é tão grave que a ONU considera que a Aids já virou uma epidemia em alguns países. Desde a década de 1980, aproximadamente 11 milhões de pessoas morreram na África meridional, vítimas da doença, e atualmente sete países apresentam mais de 15% da população total infectada com o vírus. Botsuana e Suazilândia são os países com maiores taxas, respectivamente 38,8% e 37,3%. Logo atrás vêm Lesoto (28,9%), Zimbábue (24,6%), África do Sul (21,5%), Namíbia (21,3%) e Zâmbia (16,5%). O Brasil tem 540 000 pessoas infectadas, uma taxa de contaminação de 0,35% da população.
Em Botsuana, o país mais afetado pelo HIV; mais de um terço da população adulta está infectado. Lá um recém-nascido tem como expectativa de vida apenas 36 anos, praticamente metade do que viveria se a doença não existisse. Burkina Fasso, 20° país mais afetado pela doença, possui 330 000 adultos soropositivos, e a expectativa de vida caiu oito anos.
Os dados estatísticos mostram que as mulheres africanas se contaminam mais precocemente que os homens e que a diferença entre homens e mulheres contaminadas continua crescendo. Hoje, para cada grupo com 13 mulheres infectadas, existem 10 homens na mesma situação. Em 2002, essa proporção era de 12 para 10. Em alguns países a situação é mais séria: na África do Sul, para 10 homens soropositivos, existem 20 mulheres contaminadas. Em países como Quênia e Mali, a média é de 45 mulheres contaminadas para cada 10 homens!
Um conjunto de fatores explica esse percentual tão elevado de pessoas infectadas. As mulheres dificilmente conseguem praticar o sexo seguro, e, quando tentam, sofrem freqüentemente maus-tratos de seus parceiros. A pobreza impulsiona a chamada "indústria do sexo", com crescente participação de jovens, muitas vezes menores de idade, se prostituindo nas áreas urbanas. Também contribui a elevada migração e lideranças políticas ineficazes, que durante anos poucas mudanças realizaram na saúde pública para reduzir esses números. na. Na África do Sul, muitas pessoas acreditam numa lenda que o portador do vírus que mantiver relações com uma mulher virgem conseguirá se livrar da doença. Assim, o crescimento de estupros e da Aids está fortemente associado nesse país, que apresenta 50000 casos de violência sexual por ano (alguns afirmam que o número é bem maior, podendo chegar à triste e incrível marca de 1 milhão).
Na África é raro o uso de novas drogas que retardam o desenvolvimento da doença. Estima-se que nos próximos dez anos 22 milhões de pessoas morrerão vítimas de doenças desenvolvidas a partir da Aids.
Uganda foi o país africano com os maiores avanços no combate à Aids.No começo da década de 1990, o país apresentava 12% da população total infectada com o vírus. Em 2003, conseguir reduzir esse número para 4,1%. Em sua capital, Campala, a população contaminada em 1992 era de 29%, passando para 8% em 2002. No entanto, o governo ugan-dense se preocupa com um fato: a redução da epidemia pode levar os jovens a serem menos conscientes das situações de riscos, já que a doença mostra-se menos devastadora que há dez anos.
Na África ocidental, o número de infectados é bem menor que na porção meridional, oscilando geralmente entre a 5% dos habitantes, com nenhum país ultrapassando os 10%.

O impacto da Aids também é baixo no norte do continente. Nos países localizados na região do Sahel (Argélia, Tunísia e Marrocos), as taxas giram em tomo de 1 % de pessoas com o HIV. No entanto, os baixos números muitas vezes ocultam problemas, como o elevado nível de contaminação em determinados grupos sociais. Exemplo disso é o Senegal, que possui uma taxa de contaminação inferior a 1 %. Porém a parcela da população ligada à prostituição apresenta crescente contaminação, pulando de 5% para 8% em 1992 e de 14% para 23% em 2002.
Você já descobriu sua felicidade? 
O que te faz feliz? 
Veja esse professor falando numa entrevista que emocionou até o Jô e fez a plateia aplaudir de pé! 
Entrevistado: Prof. Clóvis De Barros Filho.

Simplesmente sensacional e nos faz repensar nossa vida, no que estamos fazendo dela, se estamos felizes ou não com o que realizamos!


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vamos fazer a mudança

"Vamos virar nossos mapas para cima, para o Cruzeiro do Sul. Vamos criar nossos referenciais para o nosso mapa, nosso jeito de ver o mundo. Essa é a única forma de criar uma nação".
Poderá parecer curioso o que vou escrever às vésperas dos 500 anos do Descobrimento: nós ainda não descobrimos o Brasil! Os portugueses talvez, mas nós ainda não. Sílvio Romero, já em 1880, identificava como o grande problema brasileiro a "imitação do estrangeiro na vida intelectual". Manoel Bomfim, anos depois, apontava nossa "falta de observação". Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala nos definia pela "aptidão para imitar". Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil sentenciava que somos "desterrados em nossa terra" por trazermos de outros países nossas formas de vida.
Copiamos coisas prontas, traduzimos tudo, preferimos citar a pensar, ridicularizamos inclusive os observadores genuinamente brasileiros.
Preferimos acreditar em Marx, Gramsci, Anthony Giddens, Keynes ou em idéias como "Inflation Targeting". Inteligentes no Brasil são os eruditos da cultura alheia. Vejam, por exemplo, o mapa do Brasil. Nenhum observador genuinamente brasileiro teria feito nosso mapa como todo leitor está acostumado a ver. O mapa de antigamente apontavam para o Oriente, onde nasce o Sol. As caravanas acordavam, apontavam o mapa na direção do Sol, e traçava-se o caminho. Expressões como "orientar-se", "desorientado" vieram dessa época. Quando os portugueses começaram a navegar de noite, perceberam rapidamente que o Sol não era um ponto de orientação útil, e o mapa começou a usar a estrela Polar do Norte como ponto de referência.
O mapa europeu é inútil no Hemisfério Sul, pois não é possível localizar daqui a estrela Polar. Nosso ponto de referência é o Cruzeiro do Sul. A partir dessa premissa, elaborei um mapa segundo nossa epistemologia. Ele aparece no miolo deste artigo e está disponível em tamanho maior no meu site. Não é um mapa simplesmente diferente, é um mapa coerente com a realidade brasileira. Parece estar de cabeça para baixo, mas na realidade são os mapas atuais que estão de ponta-cabeça. Se o leitor ainda está achando o mapa estranho, é porque está usando padrões cartográficos europeus para enxergar o próprio país.

O que pode parecer um detalhe cartográfico é, na realidade, o começo do enorme erro destes 500 anos. Ainda não criamos nossos próprios pontos de referência, nossas balizas, nossos pontos de apoio. Por isso, não temos ainda o conceito de nação, de cidadania, justamente pelo fato de ainda não observarmos o Brasil com nossos próprios olhos.

Nossa auto-estima é baixa, somos inseguros, sentimo-nos confusos, perdidos no mundo globalizado. Estamos literalmente "desnorteados". Colocar o Brasil no centro do mapa tampouco é um ato de ufanismo da minha parte ou uma crença de que o Brasil está no centro do universo. Qualquer indivíduo que olhe 360 graus em sua volta fatalmente construirá um mapa com sua cidade, ou ponto de observação, no centro, algo que nunca fizemos.

O conhecimento humano nada mais é do que mapas simplificados que criamos para auxiliar nosso caminho. O sucesso recai justamente naqueles que fazem os melhores mapas. Damos pouco valor aos pesquisadores brasileiros, temos frases do tipo "santo de casa não faz milagres", "ninguém é profeta em sua terra".

Vamos começar uma vida nova, de início virando nosso mapa para cima, para o Cruzeiro do Sul. Vamos criar nossos referenciais, nossos pontos de apoio, nossas formas de ver o mundo. Essa é a única forma de criar uma nação. Vamos finalmente descobrir o Brasil, mas desta vez com nossos próprios olhos.


Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Artigo veiculado na Revista VEJA do dia 9 de abril de 2000


Por que não fazemos os mapas com nossa visão Sul-americana, a manutenção dessa imposição eurocêntrica, nos mantêm dependentes até hoje. Os mapas são elaborados para manter o status adquirido pelos países europeus colonizadores que continuam tentando ser nossas "metrópoles" nesse novo milênio.

Narrativa sobre a inclusão escolar

Narrativa sobre inclusão escolar
Em Diadema, cidade onde leciono, verifico muitas situações de inclusão e de exclusão, primeiramente preciso contar as situações ditas de inclusão que acabam impossibilitando a mesma.
Em São Paulo há a Progressão Continuada, que já existe há pelo menos 10 anos, vem um primeiro momento criar a oportunidade do aluno que não conseguiu adquirir as competências e habilidades previstas para um determinado ano letivo, possa recuperar o conteúdo defasado no ano seguinte, o que é louvável, mas, um novo problema foi criado quando esses mesmos alunos não tiveram o direito de ter um atendimento especializado e direcionado à recuperação desses conteúdos. Na prática, acabou acontecendo a aprovação automática, quer dizer, o aluno passa sem ter os conhecimento exigido pelo currículo oficial do governo e no ano seguinte ele continua frequentando junto com seus colegas o ano seguinte, mas infelizmente sem o aprendizado do ano anterior e tendo assim impossibilitado o aprendizado do ano seguinte, assim, somam-se alunos que não foram corretamente alfabetizados. A exclusão está na falta de políticas efetivas e completas na educação.

A partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo inclusão/exclusão, quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de segregação e integração que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar.

 Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

Segundo a LDB - 9.394: “Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.
O trecho acima denuncia a inclusão excludente do sistema de ensino que universaliza, mas não atende adequadamente seus clientes. Já o segundo impõe por meio de lei que todos os alunos tem o direito ao acesso e a permanência na escola com igualdade de condições, tendo tratamento adequado.
Um momento de inclusão está sendo realizado com os mesmos alunos da rede pública, que apresentam deficiências intelectuais. Um aluno do 6º ano de 2010, que não conhecia as letras, infelizmente foi "empurrado" pelo sistema de ensino para o 7º ano, e em 2011 com a entrada de especialistas em educação especial começaram a atender alunos com deficiência. Em atendimento quase que individual, ele hoje no 9º ano apresenta dificuldades, mas obteve um avanço infinitamente superior ao que ele obteria sem o mesmo acompanhamento.

“Art. 4º. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.” LBD - 9.394

Para conseguir avançar no aprendizado do aluno Samuel, além do atendimento continuado e com hora marcada. A professora que o atendeu era especialista em deficiência intelectual, quer dizer, tinha subsídios para auxiliá-lo, em uma sala com muitos jogos educacionais, vídeos, e principalmente com variedade de material impresso, a educadora pode realizar as mais diversificadas atividades que desenvolveram as habilidade e competências necessárias para um aluno do ensino fundamental II.
Creio que o HagáQuê (endereço de Download abaixo) pode ser um software que pode ser utilizado pelo aluno, pois, facilita o processo de criação de uma história em quadrinhos, esse programa favorece o desenvolvimento de outras habilidades do aluno.
Eu acredito que com esse curso poderei atender as necessidades dos meus alunos, aprendendo novas práticas, com um direcionamento adequado para a educação inclusiva.
            O curso a distância possibilita que professores com pouca disponibilidade de tempo para se locomover até a universidade, para se atualizar.

Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.

Referências bibliográficas:
____ . Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC,
2006.

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva – Brasília - 2008

A erosão

A erosão ocorre de duas formas distintas, pela ação da natureza, por agentes externos, como a água e o vento, e por agentes internos, como os vulcões e o tectonismo. A ação da natureza modela o relevo alterando aos poucos o espaço. Já a ação humana em pouco tempo muda drasticamente a natureza.
O processo de degradação ambiental tem início quando a exploração de um
determinado recurso natural se torna maior do que a capacidade da natureza de repor ou reconstituir este recurso com suas características originais.

Neste contexto, torna-se necessário acompanhar o desenvolvimento local e apontar aspectos falhos no planejamento e gestão da área e dos recursos voltados a ela e oferecidos por ela, racionalizando a exploração dos bens
disponíveis e direcionando a ocupação do solo para fins adequados em função de sua capacidade de exploração, na tentativa de preservar a qualidade do ambiente (Silva et al., 2003, p. 8-9).

A erosão acelerada, ou erosão antrópica, é um problema mundial. Vastas áreas estão sujeitas à degradação do solo, às vezes de forma irreversível, por uma série de processos como erosão e desertificação acelerada, compactação e selamento, salinização, acidificação, diminuição da matéria orgânica e da fertilidade do solo e redução da biodiversidade (LAL, 1994). No Brasil, a perda da camada superficial é a principal forma de degradação dos solos. Em razão da ampliação da fronteira agrícola e do uso intensivo do solo, HERNANI et
al. (2002) estimaram perdas totais anuais de solo em áreas de lavoura da ordem de 750 milhões de toneladas e de 70 milhões de toneladas para as áreas de pastagens em todo o país.

O desmatamento para fins de produção agrícola e as práticas de preparo do solo inadequadas para áreas sensíveis à erosão tem aumentado os processos erosivos e, como consequência, o assoreamento dos cursos d’água, reservatórios e açudes ocasionando inclusive a perda das matas galeria.

O poder erosivo da água depende do volume e velocidade do escoamento, da espessura da lâmina d’água, da declividade e comprimento da vertente e da presença de vegetação (MAGALHÃES, 1995).

Conforme o tipo de vegetação e a extensão da área, este processo pode ser mais ou menos intenso. A partir da retirada da cobertura vegetal, o solo fica exposto à erosão hídrica que é caracterizada por processos que se dão em três fases: desagregação, transporte e deposição.

 As praias oceânicas são os ambientes mais dinâmicos e sensíveis do planeta. São compostas de material inconsolidado, como areia e cascalho, e exercem diversas funções sócio-ecológicas, sendo a principal delas a proteção do continente contra o ataque erosivo de ondas e marés de tempestade. Desde a pré-história, as praias vêm desempenhando importantes papéis para as populações humanas; na atualidade, o turismo costeiro constitui a principal atividade econômica de muitos países, em todos os continentes. Essa atividade, no entanto, tem sido seriamente ameaçada pela erosão costeira, fenômeno que já é considerado mundial, pois afeta a maioria das costas do planeta. No Brasil e, em especial, no Estado de São Paulo, a situação não é diferente, uma vez que mais de 50% das praias paulistas se encontram em risco alto e muito alto de erosão. Embora as causas antrópicas para o fenômeno sejam diversas, vários processos naturais também devem ser considerados, destacando-se a elevação atual do nível do mar e seus impactos. Este trabalho apresenta alguns dos principais conceitos sobre o ambiente físico das praias e aborda o fenômeno da erosão costeira, suas causas, indicadores de monitoramento e classificação de risco das praias do Estado de São Paulo.

Podemos perceber que a ação humana vem alterando a natureza, de uma forma bem mais rápida e intensa que a própria natureza. Essas causas antrópicas que iniciou-se com a ocupação humana nas proximidades dos rios para facilitar suas vidas, propiciou também um assoreamento do rio, a agricultura que favoreceu o sedentarismo, também trouxe as queimadas e o desmatamento.

A erosão costeira é, portanto, um fenômeno mundial que deve se intensificar nas próximas décadas em decorrência da continuidade e aceleração da elevação do nível do mar. Excetuando-se as causas tectônicas, a elevação atual do nível do mar pode ser atribuída principalmente à expansão termal dos oceanos, ao derretimento dos glaciares, geleiras continentais e capas de gelo eternas (permafrosts), e ao derretimento das calotas polares na Groenlândia, no Ártico e na Antártida (IPCC, 2007).

Surge nesse momento uma discussão  importante que gera duas explicações distintas, a primeira está ligada a natureza que apresenta seus períodos distintos de aquecimento e resfriamento da crosta terrestre, a segunda teoria é aquela que está diretamente ligada a ação humana no planeta, que com a emissão de poluição, gases CFC, geram uma destruição da camada de ozônio, e assim, o planeta acaba recebendo mais raios solares que o normalmente aceitos, causando assim diversos problemas, como o derretimento das calotas polares.

O tempo tem mostrado que “o homem depende do solo – e, até certo ponto, bons solos dependem do homem e do uso que deles faz” (Buckman, 1968, p. 19). O solo é, portanto, a base das atividades humanas, prestando-se não somente ao desenvolvimento da agricultura, mas também à extração de recursos minerais, ao estabelecimento de áreas urbanas e industriais, etc. A prática agrícola pode alterar as características naturais do solo.

Tanto os usos agropecuários como os usos para fins urbanos e industriais que se fazem do solo são grandes desencadeadores de processos erosivos. Por sua vez, os movimentos de massa são estimulados principalmente por construção de moradias e abertura de estradas em áreas de declive acentuado.

As áreas urbanas hoje vivenciam graves problemas referentes tanto a processos erosivos como a movimentos de massa, desencadeados por ocupações irregulares de encostas, de planícies de inundação e de outras áreas de frágil equilíbrio ecológico. Tal situação é agravada pelo grande contingente populacional que hoje habita as cidades, não havendo uma organização adequada para uma ocupação ordenada deste espaço.

Uma boa forma de avaliação seria uma análise da região onde o aluno mora, pesquisando onde apresenta moradias irregulares, áreas de encostas que foram ocupadas por moradias ou agricultura. Pesquisar se as várzeas dos rios próximos estão preservadas, e buscar traçar ideias e propostas para a realização de projetos que evitem o avanço da erosão do solo em sua região.

Paulo Sérgio Lima de Paula


Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.

Bibliografia

-  A EROSÃO NAS PRAIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: CAUSAS, CONSEQÜÊNCIAS, INDICADORES DE MONITORAMENTO E RISCO
Celia Regina de Gouveia Souza

- Circular Técnica, 22 Embrapa
Controle dos Processos Erosivos Lineares (ravinas e voçorocas) em Áreas de Solos Arenosos Jaguariúna, SP Dezembro, 2011
Autores: Heloisa Ferreira Filizola, Gerson S. de Almeida Filho, Katia Canil, Manoel Dornelas de Souza, Marco Antonio F. Gomes.





As transformações humanas na paisagem

A humanidade talvez é a maior força “geológica” do planeta. Vivemos em um mundo no qual a humanidade pode ter se tornado um fenômeno capaz de transformar a paisagem planetária. Uma influência tão evidente e tão gigantesca que surgiu os estudos de um novo período o Antropoceno – na tabela do tempo geológico da Terra. Mas essa nova época traz em si uma grande preocupação, a eminente destruição da espécie que lhe dá o nome, os seres humanos precisam começar a avaliar em suas sociedades os limites ambientais do seu espaço local, do espaço do planeta que as sustenta.
O crescimento da influência humana no ambiente foi reconhecido, já em 1873, pelo geólogo italiano Antonio Stoppani (1824-1891), que falou sobre uma “nova força telúrica cujo poder e universalidade podem ser comparados às grandes forças da Terra”. O período em que o poder intelectual humano gerou efeitos suficientes para ser considerado uma força geológica.

A partir de meados do século 18, os humanos alteraram diretamente as paisagens em 40% a 50% do planeta e marcas de sua influência afetam mais de 83% da superfície terrestre, é a chamada ação antrópica. A habilidade de rápida locomoção humana faz com que apenas 10% da superfície global sejam considerados regiões remotas (que ficam a mais de 48 horas de viagem, a partir de uma grande cidade). Somos hoje quase 7 bilhões de pessoas consumindo alimentos, combustíveis fósseis e água potável; produzindo lixo, poluindo e predando; competindo por recursos e por espaço com os outros seres vivos; introduzindo espécies exóticas e alterando hábitats, ecossistemas e biomas inteiros. Essa situação tende a piorar. O secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), Oliver Hillel, afirma que até 2030 cerca de 75% das espécies animais e vegetais poderão estar ameaçadas de extinção. Essa poderá ser considerada a sexta ‘grande extinção’ do planeta.  

Em sala de aula de acordo com a realidade brasileira poderíamos estudar a ação do homem na Mata Atlântica que inclusive está muito próxima da nossa escola. Ação essa que criou a cidade de Diadema, com a ocupação humana e consequente destruição da floresta que estava nessa área. Trabalhos ligados a captação de imagens antes e depois da região onde moramos, as grandes modificações realizadas com o avanço dos bairros, da poluição do lixo e dos esgotos à céu aberto, a falta de tratamento adequado da água. O estudo da ação humana no bairro e na cidade onde moramos mostra a proximidade dos alunos ao tema sendo assim um facilitador do aprendizado do aluno.


Paulo Sérgio Lima de Paula


Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.


As Perspectivas do ensino a distância

Inicialmente, é necessário dizer que o Brasil introduziu a Educação a Distância a pouco tempo, portanto, como em outros diversos lugares, enfrenta alguns problemas e até preconceitos com essa modalidade de ensino-aprendizagem. Seria até antiquado diante de um mundo globalizado, permanecer apenas com os métodos tradicionais, sendo que alguns deles chegam a ser arcaicos.

“A Educação a Distância – EaD traz em si marcas e características peculiares que a concretizam num tempo e espaço também peculiares. É uma modalidade que estabelece uma dinâmica continuada e aberta de aprendizagem que faz com que o indivíduo possa tornar-se sujeito ativo de seu conhecimento, dentro de seu tempo e espaço próprios.”
http://pos.nead.ufsj.edu.br/Midias/Midias2012/moodle/file.php/5/Caderno_Virtual/caderno_iead_2012.pdf

Assim como na educação tradicional, é impossível a realização dessa modalidade educacional sem a dedicação do aluno, no que se refere a disposição, a dedicação aos estudos, a disponibilidade de tempo para a realização das atividades. Atualmente com o acesso a mundo multimídia, temos à nosso alcance não apenas o acesso ao estudo mas também a bibliografia, aos textos, vídeos, facilitando assim o uso das informações necessárias para estudar.
Esse novo tipo de educação que vem se desenvolvendo no Brasil, colabora com o protagonismo humano, propiciando a autonomia do ser, pois, com todas as informações disponíveis, cabe ao aluno agente de sua educação com a orientação de seu professor e tutor, pesquisar e analisar os mais diversos textos e as mais diversas mídias, para a construção de seu conhecimento.
A EaD é diante desse contexto de globalização e encurtamento das distâncias mais uma forma, mais uma possibilidade e opção de estudo, possibilitando um aluno aqui em Diadema realizar um curso de Tecnologia Assistiva na UNESP em um polo no Espírito Santo. Antes eu teria que me afastar das atividades em minha cidade e morar durante o período do curso no Espírito Santo, agora, sem qualquer prejuízo à minha vida pessoal ou profissional tenho essa oportunidade.
Para melhorar a qualidade do ensino EaD o aluno precisa se dedicar seu tempo, empenhar-se, interagir nos meios virtuais e principalmente comprometimento. As TIC’s são melhores explorados, com essa modalidade de ensino, é claro que o acesso adequado à internet é indispensável. O saber tecnológico também é fundamental, a ignorância nos meios tecnológicos impossibilita a realização dos cursos EaD. Cabe ao aluno dos cursos à distância atuar como sujeito formador ativo do seus desenvolvimentos social e educacionais.

Fontes:
Data da pesquisa: 19/03/2013


Paulo Sérgio Lima de Paula


Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.

Plano de aula de geografia

PLANO DE AULA

  1. A aula

1.1.        Tema da aula
Escolha o tema da aula; Procure selecionar um tema que seja do contexto dos estudantes ou que parta de seus interesses.

As regiões brasileiras.

1.2.        Objetivos da aula
Descreva o que pretende que os estudantes aprendam com essa aula.

No 7º ano do ensino fundamental II, é fundamental que o aluno conheça as regiões brasileiras, portanto, nessa aula iniciarei o conteúdo apresentando as 5 regiões: Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

1.3.        Duração
Defina a duração dessa aula, que pode ser, por exemplo, uma aula de 50 minutos ou duas aulas semanais. Lembre-se que a duração da aula deve estar conectada com a proposta da aula, no que se refere ao tema e aos objetivos que pretende alcançar.

Esse conteúdo terá duração de 2 aulas de 50 minutos cada.



1.4.        Número de estudantes
Defina o número de estudantes que participarão da aula, especificando também o número de estudantes incluídos e sua deficiência.

35 alunos incluindo 1 aluno com baixa visão.

1.5.        Recursos materiais / TA / Softwares
Elenque todos os recursos materiais, recursos de TA e os Softwares que serão utilizados nessa aula.

Todos terão no início da aula a xérox de um mapa do Brasil com a divisão de cada região, para o aluno de baixa visão o mapa deverá ser ampliado e com grande contraste de cor, para facilitar sua visualização, cada região será pintada pelos alunos nesse mapa impresso. Deverá ter disponível na sala lápis de variadas cores.
Na segunda aula iremos a sala de informática, onde com os recursos de acessibilidade do Windows, a ferramenta lupa será previamente selecionada para o aluno com baixa visão. Nessa aula eles utilizarão o site: http://mapas.ibge.gov.br/politico-administrativo/regionais, http://mapas.ibge.gov.br/escolares/publico-infantil/grandes-regioes e depois jogar no site: http://www.sogeografia.com.br/Jogos/pintando.html
Assim, eles explorarão as opções de mapas para terem uma base de conhecimento mais concreta.
Utilizando os OEs pesquisadas no BIOE, posso aprimorar minha aula, pois, com o 1º link visa Facilitar a visualização das unidades do relevo brasileiro em mapa do Brasil. O objetivo é trabalhar o relevo para explicar a divisão das regiões brasileiras. O relevo é parte importante para entender a divisão regional. O relevo influi no clima, na agricultura e na ocupação do solo. O 2º e 3º links Trabalham com as formas dos estados e sua localização, esse atividade é importante no processo de ensino aprendizagem, porque é um jogo e de uma forma descontraída ensina a geografia.

2.    Desenvolvimento da aula
Previamente será trabalhado o conceito de cidade, estado, país e as diversas formas de se regionalizar, explicar que agrupamos em um mesmo conjuntos elementos que apresentam as mesmas características. A experiência dos alunos no jogo dos mapas auxiliarão no aprendizado das formas dos estados e o relevo será muito importante para diferenciar uma área da demais. O trabalho será realizado inicialmente individualmente, mas na segunda aula será feito em duplas devido o número restrito de computadores.  
A aula iniciará com um pequeno debate sobre o motivo de se dividir o Brasil em regiões e estados, após esse primeiro momento, os alunos iniciarão as atividades na sala de computadores. Creio que será uma aula interessante, devido o uso da internet, com a pintura dos mapas e o jogo interativo, tirando o foco apenas da sala de aula. No decorrer da aula serão oferecidas as seguintes atividades: os Jogos propostos e pintura do mapa regional do Brasil. a aula será finalizada com a entrega do mapa pintado e com o término do jogo.


3.     Adaptações e Recursos de Tecnologia Assistiva
 
A opção lupa será usada no computador, lápis de cor com cores chamativas e mapa com alto contraste de cor.

4.    Avaliação

As avaliações serão realizadas ao longo das aulas com o jogo e o mapa pintado. O término do jogo em menos tempo, poderá ser levado em consideração na avaliação.

Paulo Sérgio Lima de Paula


Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.

Objetos Educacionais

A partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo inclusão/exclusão, quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de segregação e integração que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar.

 Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

O repertório de Objetos Educacionais (OEs) apresentados no "Portal do Professor" e no "Banco Internacional de Objetos Educacionais" (endereço abaixo no anexos) que eu tive contato, não apenas aprimoraram, mas ampliaram minha visão e meu conhecimento sobre as formas de transmitir e facilitar o conteúdo proposto para os alunos.
            Hoje com o avanço da tecnologia, nós professores temos que também nos informatizarmos, assim com os sites propostos pelo curso, nós temos mais possibilidades e apoio em realizar atividades diferenciadas, explorando assim os novos caminhos do conhecimento.
O maior desafio que eu posso enfrentar é o físico, quer dizer, a ausência ou as impossibilidades de uso dos equipamentos e pela insuficiência ou pela falta de manutenção.
 Muitas vezes vemos também a falta de apoio de diretores, coordenadores e outros professores, que não visualizam a intenção pedagógica das atividades diferenciadas. Muitas vezes, existe a resistência dos colegas, pois, sem planejamento muitos professores acabam usando os instrumentos como uma forma de “matar aula”, essa ação prejudica o avanço uso das novas tecnologias.
Os recursos tecnológicos apoiam minhas práticas pedagógicas, pois, como leciono geografia, mapas e vídeos são utilizados para melhor explicar a vegetação, o clima a localização dos países. Sem as imagens o conteúdo fica muito abstrato, dificultando assim a assimilação.
Eu acredito que as novas tecnologias vem no intuito de assessorar e proporcionar a inclusão dos alunos com as mais diversas deficiências ou dificuldades de aprendizado. As atividades informatizadas possibilitam a interação do aluno com a matéria de uma nova forma, muitas vezes lúdica, o aprendizado não deve ser algo chato ou ruim, então todas as oportunidades de atrair e favorecer o conhecimento devem ser bem vindas.
O planejamento é o item principal e norteador do trabalho pedagógico, sem ele, o trabalho corre risco de ser desorganizado e de perder o foco. Muitas vezes o trabalho sem objetivo, além de não ajudar, dificultam o trabalho educacional. Com o planejamento pedagógico, a todos os alunos podem ser incluídos, o pensamento e a organização prévia, ajuda a eliminar as possibilidades de excluir um aluno ou não trabalhar de forma adequada.
O planejamento pedagógico deve ser um grande rascunho, tem que ser o espaço onde todas as ideias devem ser traçadas e estabelecida, pode e deve ser mudado de acordo com o decorrer do ano letivo. Traçar as metas, organizar os conteúdos, prever os materiais que serão utilizados, o método de ensino e a avaliação, é essencial. Mudar, alongar ou encurtar o tempo, o método ou adequar o material, pode e deve ser feito, o que não pode é irresponsavelmente aparecer na escola e criar uma aula desconexa e querer executá-la sem nenhum preparo. Fatalmente ocorrerão imprevistos e o trabalho estará fadado ao fracasso. Não bastam apenas boas intenções, deve haver o planejamento.

Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.


Referências bibliográficas:
____ . Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC,
2006.

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva – Brasília - 2008


Anexos:
objetoseducacionais2.mec.gov.br/

portaldoprofessor.mec.gov.br/

Projeto transdisciplinar para escola rural de ensino fundamental I


I - Apresentação:

Com as constantes dificuldades dos alunos do 4º ano da Unidade Municipal de Ensino Fundamental de mata fria em resolver problemas fracionários causando problemas ao professor, devido a sala ser seriada, sentiu-se a necessidade de trabalhar de uma forma lúdica e atrativa, facilitando assim essa aprendizagem. 
Com a aproximação das festas juninas, juntamos essa dificuldade em matemática com a culinária junina com o intuído de relacionar a matemática e a cozinha porque as diversas receitas utilizam em seus processos números fracionários como 1/2 (meia) xícara, 1/2 Kg, 1/3(um terço) copo americano, entre outras medidas. 
A adição, a subtração, a multiplicação e a divisão são aplicados, nos processo.E com essa dobradinha podemos também resgatar os valores dos festejos juninos e a cultura, vem da necessidade de de não deixar cair no esquecimento a nossa cultura. É preciso incentivar e resgatar, nossos valores e inserir o nosso aluno ao meio, para que os mesmos se conheçam, tornando mais fácil a socialização. 

II - Justificativa:

O grupo escolheu essa escola, pois, nosso projeto contempla os alunos com a realidade apresentada. A escola está localizada na zona rural e nós desejamos trabalhar com receitas de alimentos e com produtos plantados na região. Trabalhando frações e proporcionalidade. Contextualizando assim a realidade vivida com os ensinamentos da escola.

III- Público-Alvo:

Este projeto se destina a 25 estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental I e apresenta 1 com deficiência intelectual.

IV- Tema:

Nosso projeto será sobre frações e proporção, para isso os alunos devem pesquisar quais são os principais produtos plantados pela comunidade e as receitas típicas da sua família. A partir da coleta dessas informações, nós utilizaremos a cozinha da escola para preparar os alimentos com os alunos. Nosso principal objetivo é que o aluno perceba que a matemática nos rodeia e que a utilizamos em todos os momentos, até na cozinha.

V- Objetivos específicos:

  • Valorizar o trabalho local de sua comunidade.
  • Pesquisar e conhecer a história de sua comunidade, a partir da sua culinária.
  • Relacionar a função de sua comunidade agrícola com o abastecimento de alimentos nas cidades

VI- Objetivos Gerais:

  • Compreender o uso e a função das frações matemáticas.


VII - Componentes curriculares e conteúdos programáticos envolvidos:

Componente curricular
Conteúdos programáticos envolvidos
Matemática
Medida, quantidade, fração.
Língua Portuguesa
Produção de textos escritos,
Coesão e coerência textual, Linguagem verbal e linguagem não-verbal. 
História
 A cultura das famílias locais. 
Seu modo de viver e sua alimentação ( receitas). 
Geografia
Cultura, agricultura, imigração, região e lugar.

VIII - Duração:

Tempo de duração será de um mês.

IX- Metodologia:

Sentados em círculo, iniciaremos uma conversa verificando e relatando as dificuldades que eles têm em aprender frações ou números fracionários. A partir dessa dificuldade, iremos então trabalhar de forma diferente do tradicional, de uma forma mais lúdica, divertida  e com temas transversais, mas para isso precisaremos da ajuda de todos.
            Assistiremos ao vídeo da TV escola matemática em toda parte - matemática na cozinha, com o professor Bigode e a professora Cássia esse vídeo é do ministério de educação.
 Como estamos em época de festa junina, vamos então nos preparar para entrar no clima, perguntar para os alunos se eles sabem quais são os alimentos que são degustados na festa junina, depois da resposta perguntar quais plantações eles tem em casa, e em seguida o professor pedirá então para que eles decidam o que cada um pode trazer para que possamos preparar nosso alimento desse dia e que nesse dia também iremos aprender sobre os números fracionários e que esses não são um "bicho de sete cabeças", pois eles aparecem na maioria das receitas, receitas essas que serão tragas pelos alunos (as receitas que eles vão perguntar para os pais em casa) e como atividade iremos fazer uma votação e das melhores receitas vamos confeccionar um livro de receitas utilizando o Objeto de aprendizagem Scrapbook.
Começaremos as atividades com uma receita padrão para os alunos. EX: receita para 10 porções doce de abóbora com coco. Ingredientes 2Kg de abóbora cozida em água, cortada em pedaços. 1,5 Kg de açúcar 1 coco ralado. Modo de preparo: Levar ao fogo a abóbora cozida, o açúcar e o coco, mexendo de vez em quando, até aparecer o fundo da panela. Retirar do fogo e deixar esfriar, antes de servir. Com base na receita padrão, sugerir aos alunos que terminem as medidas caso a porção seja reduzida para 5 porções. 
Nossos alunos já têm em casa plantação de quase tudo que utilizamos no preparo dos alimentos, abóbora, coco, amendoim, milho vermelho, milho branco, milho de pipoca, mandioca, etc. E alguns desses alunos criam gado tiram leite em casa e criam galinhas, podendo então trazer os ovos. Dessa forma vamos valorizar mais os alimentos que eles produzem.
            Como trabalharemos com um aluno que apresenta uma atenção especial devido a sua deficiência intelectual, creio que inicialmente deveremos além da conversa coletiva, deve-se anotar em seu caderno os procedimentos do trabalho, para que a família possa colaborar com a execução do projeto. Esse aluno durante a execução da atividade poderá colaborar com a parte prática, ou seja, cortando o bolo ao meio para saber o que é a metade, ou 50%. Para o aluno ampliar o seu conhecimento de número fracionário poderíamos confeccionar material concreto com cartolina: onde os alunos fazem 10 círculos, todos com mesmo diâmetro para representar inteiros, meios, terços, quartos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos. Além disso, podemos trabalhar adição subtração de números fracionários que representam o mesmo denominador.

Descrição da Atividade
Objetivo da atividade:
Duração:
Atividade 1


Descrição e detalhamento do  projeto para os alunos e levantamento de receitas que poderemos utilizar no aprendizado de frações.
Para o aluno com necessidades especiais essa descrição do projeto também irá escrita em seu caderno.
Nesta etapa estaremos ouvindo e colhendo o conhecimento prévio do aluno.
Uma aula.
Atividade 2


Assistir ao vídeo da TV escola matemática em toda parte - matemática na cozinha, com o professor bigode e a professora cássia esse vídeo é do ministério de educação. 
Mostrar a importância da matemática na nossa vida.
Uma aula
Atividade 3


Solicitar aos alunos que tragam para a escola as receitas que são feitas em casa. Analisar as receitas pesquisadas e trazidas por eles, para a elaboração das atividades. As receitas serão utilizadas para fazer gráficos com as mesmas. Por exemplo: 10 alunos trouxeram receitas que envolve milho, ou 40 % dos alunos trouxeram receitas que leva mandioca... Realizar o levantamento de todos os produtos necessário para a realização das atividades.

Nessa atividade o aluno deve conhecer e reconhecer a importância da lavoura e/ou criação de animais para a produção de alimentos para a sociedade.
Duas aulas.
Atividade 4


Elaboração de material concreto com cartolina.
Aprender fração e conhecer o fracionamento das partes.
Duas ou três aulas.
Atividade 5


Atividade na cozinha, executar as receitas pesquisadas pelos alunos.

Conhecer, estudar proporção e aplicá-la na cozinha.
Três aulas
Atividade 6


Término da atividade com as divisões e fracionamento dos alimentos para os alunos.
Reconhecer o conteúdo aprendido nas aulas na divisão dos alimentos preparados.
Duas aulas
Atividade 7


Execução de um Scrapbook, com fotos e receitas dos alimentos preparados em sala.
Os alunos deverão criar um livro utilizando o Objeto de aprendizagem Scrapbook, com todas as receitas e etapas que Elas foram realizadas.
Cinco aulas

X- Recursos pedagógicos e Materiais:
·         Livros de receitas;
·         Computador, Data Show e caixa de som;
·         Sala de Informática, ou computador com internet;
·         Cozinha com os equipamentos necessários para o preparo de alimentos;
·         Objeto de Aprendizagem: Scrapbook;
·         Máquina fotográfica, papel, caneta, cartolina, compasso, canetinha e tesoura;
·         Alimentos e produtos necessários para a realização da atividade.
·         Vídeo matemática na cozinha, do professor Bigode e Prof. Cassia
                                                     

Atividade
Recursos pedagógicos e materiais:
1
Papel e caneta
2
Alimentos e produtos
3
Computador, Data Show e caixa de som
4
Cartolina, compasso, canetinha e tesoura
5
Cozinha e materiais necessários para a realização da atividade
6
Alimentos produzidos com os alunos
7
Scrapbook e sala de informática com internet

XI- Valores de investimento:
Orientações para preenchimento:

Despesas Previstas – Per Capita
Valor total
Fonte do recurso
1.  Salários
1029,00
Governo Estadual do ES
2.  Alimentação – Merenda
1,78
Governo Estadual do ES
3.  Material Pedagógico
15,46
Pais
4.  Material de Consumo/ Limpeza
2017,41
Governo Estadual do ES
5.  Transporte


6.  Bolsa Auxílio


7. Tarifas de Concessionárias (água, luz, gás, telefone)
3.000
Governo Estadual do ES
8.  Outros (especificar)


TOTAL
6063,65






XII- Instrumentos e Critérios de Avaliação:

Nesse item é importante colocar 2 aspectos:
1.    Instrumentos:

A avaliação será processual e contínua. Cada fase concluída do projeto será avaliada:
- As discussões em sala de aula;
- A pesquisa com a família, dos pratos mais importantes da sua família;
- A entrega dos produtos e dos pratos para a realização das tarefas;
- A elaboração de material concreto;
- Atividade de cozinha que será realizada em grupo e
- A realização do Scrapbook.

2.    Critérios: o quê será avaliado? Para tanto, deverão retomar os objetivos elencados, explicitando o que será observado/ analisado que dirá se o estudante aprendeu ou não.

Objetivo
Critério de avaliação
Instrumentos utilizados
Compreender a importância da pesquisa e da história familiar.
- O estudante fez a pesquisa e trouxe as informações corretamente.
Realização da pesquisa e participação oral.
Elaboração de material concreto
- Participação na realização da atividade.
Observação da produção icônica da criança.

- Correta elaboração da atividade
Observação da produção escrita.
Atividade na cozinha, executar as receitas pesquisadas pelos alunos.

- Participação em grupo na realização das receitas
Observação da participação efetiva na realização das atividades.
Divisões e fracionamento dos alimentos para os alunos.
- Conseguir fracionar de forma correta e proporcional os alimentos feitos por eles.
Observação da realização da tarefa
Criação de um Scrapbook, com fotos e receitas dos alimentos preparados em sala.
- Conseguir incluir imagens, textos e realizar pesquisas, para abastecer o OA
Observação da participação efetiva na realização das atividades.

XIII- Resultados:
Espera-se que os alunos consigam realizar todas as atividades, para que aprenda sobre frações, conheçam melhor sobre a história da sua família, da sua região, lembrando-se da importância das comunidades rurais para o abastecimento de alimentos nas cidades. 

XIV -  Considerações Finais:
Nós cremos que nossos estudantes, assim como nós mesmos, aprendemos a valorizar as comunidades rurais e sua grande importância dos trabalhadores rurais no abastecimento de alimento para o Brasil. Nossos grupo fica muito feliz em criar esse projeto pois pensamos com muitas cabeças em algo novo e diferente. Esse projeto nos mostra que um conteúdo pode ser ensinado de diversas formas e de maneiras mais interessantes para os alunos.

XV- Referências Bibliográficas:

- HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Trad. Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: Artmed, 2001.

- HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.

- LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência. Trad. Leda Beck. São Paulo: Da Boa Prosa: Fundação Lemann, 2011.


- MEIRUEU, P. Aprender... sim, mas como? Porto Alegre: Artmed, 1998.


Elaborado por: Angela Claudia da Costa, Iones Bilce Emenes, Maria Ieda Santos Pereira Marques, Paulo Sergio Lima de Paula e Rozangela Dias Terrente