A humanidade talvez é a maior força “geológica” do
planeta. Vivemos em um mundo no
qual a humanidade pode ter se tornado um fenômeno capaz de transformar a
paisagem planetária. Uma influência tão evidente e tão gigantesca que surgiu os
estudos de um novo período o Antropoceno – na tabela do tempo geológico
da Terra. Mas essa nova época traz em si uma grande preocupação, a
eminente destruição da espécie que lhe dá o nome, os seres humanos precisam
começar a avaliar em suas sociedades os limites ambientais do seu espaço local,
do espaço do planeta que as sustenta.
O crescimento da influência humana no
ambiente foi reconhecido, já em 1873, pelo
geólogo italiano Antonio Stoppani (1824-1891), que falou sobre uma “nova
força telúrica cujo poder e universalidade podem ser comparados às grandes forças
da Terra”. O período em que o poder
intelectual humano gerou efeitos suficientes para ser considerado uma força
geológica.
A partir de meados do
século 18, os humanos alteraram diretamente as paisagens em 40% a 50% do planeta e
marcas de sua influência afetam mais de 83% da superfície terrestre, é a chamada ação antrópica. A habilidade de
rápida locomoção humana faz com que apenas 10% da superfície global sejam
considerados regiões remotas (que ficam a mais de 48 horas de viagem, a partir de uma grande
cidade). Somos hoje quase 7 bilhões de
pessoas consumindo alimentos, combustíveis fósseis e água potável;
produzindo lixo, poluindo e predando; competindo por recursos e por espaço com
os outros seres vivos; introduzindo espécies
exóticas e alterando hábitats, ecossistemas e biomas inteiros. Essa
situação tende a piorar. O secretário da Convenção sobre a Diversidade
Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), Oliver Hillel, afirma que até 2030 cerca de 75% das espécies animais
e vegetais poderão estar ameaçadas de extinção. Essa poderá ser considerada a
sexta ‘grande extinção’ do planeta.
Em sala de
aula de acordo com a realidade brasileira poderíamos estudar a ação do homem na
Mata Atlântica que inclusive está muito próxima da nossa escola. Ação essa que
criou a cidade de Diadema, com a ocupação humana e consequente destruição da
floresta que estava nessa área. Trabalhos ligados a captação de imagens antes e
depois da região onde moramos, as grandes modificações realizadas com o avanço
dos bairros, da poluição do lixo e dos esgotos à céu aberto, a falta de
tratamento adequado da água. O estudo da ação humana no bairro e na cidade onde
moramos mostra a proximidade dos alunos ao tema sendo assim um facilitador do
aprendizado do aluno.
Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.
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