quarta-feira, 2 de outubro de 2013

As transformações humanas na paisagem

A humanidade talvez é a maior força “geológica” do planeta. Vivemos em um mundo no qual a humanidade pode ter se tornado um fenômeno capaz de transformar a paisagem planetária. Uma influência tão evidente e tão gigantesca que surgiu os estudos de um novo período o Antropoceno – na tabela do tempo geológico da Terra. Mas essa nova época traz em si uma grande preocupação, a eminente destruição da espécie que lhe dá o nome, os seres humanos precisam começar a avaliar em suas sociedades os limites ambientais do seu espaço local, do espaço do planeta que as sustenta.
O crescimento da influência humana no ambiente foi reconhecido, já em 1873, pelo geólogo italiano Antonio Stoppani (1824-1891), que falou sobre uma “nova força telúrica cujo poder e universalidade podem ser comparados às grandes forças da Terra”. O período em que o poder intelectual humano gerou efeitos suficientes para ser considerado uma força geológica.

A partir de meados do século 18, os humanos alteraram diretamente as paisagens em 40% a 50% do planeta e marcas de sua influência afetam mais de 83% da superfície terrestre, é a chamada ação antrópica. A habilidade de rápida locomoção humana faz com que apenas 10% da superfície global sejam considerados regiões remotas (que ficam a mais de 48 horas de viagem, a partir de uma grande cidade). Somos hoje quase 7 bilhões de pessoas consumindo alimentos, combustíveis fósseis e água potável; produzindo lixo, poluindo e predando; competindo por recursos e por espaço com os outros seres vivos; introduzindo espécies exóticas e alterando hábitats, ecossistemas e biomas inteiros. Essa situação tende a piorar. O secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), Oliver Hillel, afirma que até 2030 cerca de 75% das espécies animais e vegetais poderão estar ameaçadas de extinção. Essa poderá ser considerada a sexta ‘grande extinção’ do planeta.  

Em sala de aula de acordo com a realidade brasileira poderíamos estudar a ação do homem na Mata Atlântica que inclusive está muito próxima da nossa escola. Ação essa que criou a cidade de Diadema, com a ocupação humana e consequente destruição da floresta que estava nessa área. Trabalhos ligados a captação de imagens antes e depois da região onde moramos, as grandes modificações realizadas com o avanço dos bairros, da poluição do lixo e dos esgotos à céu aberto, a falta de tratamento adequado da água. O estudo da ação humana no bairro e na cidade onde moramos mostra a proximidade dos alunos ao tema sendo assim um facilitador do aprendizado do aluno.


Paulo Sérgio Lima de Paula


Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.


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