Narrativa sobre inclusão
escolar
Em Diadema, cidade onde
leciono, verifico muitas situações de inclusão e de exclusão, primeiramente
preciso contar as situações ditas de inclusão que acabam impossibilitando a
mesma.
Em São Paulo há a
Progressão Continuada, que já existe há pelo menos 10 anos, vem um primeiro
momento criar a oportunidade do aluno que não conseguiu adquirir as
competências e habilidades previstas para um determinado ano letivo, possa recuperar
o conteúdo defasado no ano seguinte, o que é louvável, mas, um novo problema
foi criado quando esses mesmos alunos não tiveram o direito de ter um
atendimento especializado e direcionado à recuperação desses conteúdos. Na
prática, acabou acontecendo a aprovação automática, quer dizer, o aluno passa
sem ter os conhecimento exigido pelo currículo oficial do governo e no ano
seguinte ele continua frequentando junto com seus colegas o ano seguinte, mas
infelizmente sem o aprendizado do ano anterior e tendo assim impossibilitado o
aprendizado do ano seguinte, assim, somam-se alunos que não foram corretamente
alfabetizados. A exclusão está na falta de políticas efetivas e completas na
educação.
A
partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo
inclusão/exclusão, quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas
continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões
homogeneizadores da escola. Assim, sob formas distintas, a exclusão tem
apresentado características comuns nos processos de segregação e integração que
pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar.
Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva
Segundo a LDB - 9.394: “Art.
3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade
de condições para o acesso e permanência na escola”.
O trecho acima denuncia
a inclusão excludente do sistema de ensino que universaliza, mas não atende
adequadamente seus clientes. Já o segundo impõe por meio de lei que todos os
alunos tem o direito ao acesso e a permanência na escola com igualdade de
condições, tendo tratamento adequado.
Um momento de inclusão
está sendo realizado com os mesmos alunos da rede pública, que apresentam
deficiências intelectuais. Um aluno do 6º ano de 2010, que não conhecia
as letras, infelizmente foi "empurrado" pelo sistema de ensino para o 7º ano, e
em 2011 com a entrada de especialistas em educação especial começaram a atender
alunos com deficiência. Em atendimento quase que individual, ele hoje no 9º ano
apresenta dificuldades, mas obteve um avanço infinitamente superior ao que ele
obteria sem o mesmo acompanhamento.
“Art. 4º. O dever do Estado com a educação
escolar pública será efetivado mediante a garantia de: III - atendimento
educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais,
preferencialmente na rede regular de ensino.” LBD - 9.394
Para conseguir avançar no
aprendizado do aluno Samuel, além do atendimento continuado e com hora marcada.
A professora que o atendeu era especialista em deficiência intelectual, quer
dizer, tinha subsídios para auxiliá-lo, em uma sala com muitos jogos
educacionais, vídeos, e principalmente com variedade de material impresso, a
educadora pode realizar as mais diversificadas atividades que desenvolveram as
habilidade e competências necessárias para um aluno do ensino fundamental II.
Creio que o HagáQuê (endereço de Download abaixo) pode ser um software que pode ser
utilizado pelo aluno, pois, facilita o processo de criação de uma história em
quadrinhos, esse programa favorece o desenvolvimento de outras habilidades do
aluno.
Eu acredito que com esse
curso poderei atender as necessidades dos meus alunos, aprendendo novas
práticas, com um direcionamento adequado para a educação inclusiva.
O
curso a distância possibilita que professores com pouca disponibilidade de
tempo para se locomover até a universidade, para se atualizar.
Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.
Referências bibliográficas:
____ . Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Brasília: MEC,
2006.
Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva – Brasília -
2008
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