quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Narrativa sobre a inclusão escolar

Narrativa sobre inclusão escolar
Em Diadema, cidade onde leciono, verifico muitas situações de inclusão e de exclusão, primeiramente preciso contar as situações ditas de inclusão que acabam impossibilitando a mesma.
Em São Paulo há a Progressão Continuada, que já existe há pelo menos 10 anos, vem um primeiro momento criar a oportunidade do aluno que não conseguiu adquirir as competências e habilidades previstas para um determinado ano letivo, possa recuperar o conteúdo defasado no ano seguinte, o que é louvável, mas, um novo problema foi criado quando esses mesmos alunos não tiveram o direito de ter um atendimento especializado e direcionado à recuperação desses conteúdos. Na prática, acabou acontecendo a aprovação automática, quer dizer, o aluno passa sem ter os conhecimento exigido pelo currículo oficial do governo e no ano seguinte ele continua frequentando junto com seus colegas o ano seguinte, mas infelizmente sem o aprendizado do ano anterior e tendo assim impossibilitado o aprendizado do ano seguinte, assim, somam-se alunos que não foram corretamente alfabetizados. A exclusão está na falta de políticas efetivas e completas na educação.

A partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo inclusão/exclusão, quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim, sob formas distintas, a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de segregação e integração que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar.

 Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

Segundo a LDB - 9.394: “Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.
O trecho acima denuncia a inclusão excludente do sistema de ensino que universaliza, mas não atende adequadamente seus clientes. Já o segundo impõe por meio de lei que todos os alunos tem o direito ao acesso e a permanência na escola com igualdade de condições, tendo tratamento adequado.
Um momento de inclusão está sendo realizado com os mesmos alunos da rede pública, que apresentam deficiências intelectuais. Um aluno do 6º ano de 2010, que não conhecia as letras, infelizmente foi "empurrado" pelo sistema de ensino para o 7º ano, e em 2011 com a entrada de especialistas em educação especial começaram a atender alunos com deficiência. Em atendimento quase que individual, ele hoje no 9º ano apresenta dificuldades, mas obteve um avanço infinitamente superior ao que ele obteria sem o mesmo acompanhamento.

“Art. 4º. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.” LBD - 9.394

Para conseguir avançar no aprendizado do aluno Samuel, além do atendimento continuado e com hora marcada. A professora que o atendeu era especialista em deficiência intelectual, quer dizer, tinha subsídios para auxiliá-lo, em uma sala com muitos jogos educacionais, vídeos, e principalmente com variedade de material impresso, a educadora pode realizar as mais diversificadas atividades que desenvolveram as habilidade e competências necessárias para um aluno do ensino fundamental II.
Creio que o HagáQuê (endereço de Download abaixo) pode ser um software que pode ser utilizado pelo aluno, pois, facilita o processo de criação de uma história em quadrinhos, esse programa favorece o desenvolvimento de outras habilidades do aluno.
Eu acredito que com esse curso poderei atender as necessidades dos meus alunos, aprendendo novas práticas, com um direcionamento adequado para a educação inclusiva.
            O curso a distância possibilita que professores com pouca disponibilidade de tempo para se locomover até a universidade, para se atualizar.

Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.

Referências bibliográficas:
____ . Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC,
2006.

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva – Brasília - 2008

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