quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A erosão

A erosão ocorre de duas formas distintas, pela ação da natureza, por agentes externos, como a água e o vento, e por agentes internos, como os vulcões e o tectonismo. A ação da natureza modela o relevo alterando aos poucos o espaço. Já a ação humana em pouco tempo muda drasticamente a natureza.
O processo de degradação ambiental tem início quando a exploração de um
determinado recurso natural se torna maior do que a capacidade da natureza de repor ou reconstituir este recurso com suas características originais.

Neste contexto, torna-se necessário acompanhar o desenvolvimento local e apontar aspectos falhos no planejamento e gestão da área e dos recursos voltados a ela e oferecidos por ela, racionalizando a exploração dos bens
disponíveis e direcionando a ocupação do solo para fins adequados em função de sua capacidade de exploração, na tentativa de preservar a qualidade do ambiente (Silva et al., 2003, p. 8-9).

A erosão acelerada, ou erosão antrópica, é um problema mundial. Vastas áreas estão sujeitas à degradação do solo, às vezes de forma irreversível, por uma série de processos como erosão e desertificação acelerada, compactação e selamento, salinização, acidificação, diminuição da matéria orgânica e da fertilidade do solo e redução da biodiversidade (LAL, 1994). No Brasil, a perda da camada superficial é a principal forma de degradação dos solos. Em razão da ampliação da fronteira agrícola e do uso intensivo do solo, HERNANI et
al. (2002) estimaram perdas totais anuais de solo em áreas de lavoura da ordem de 750 milhões de toneladas e de 70 milhões de toneladas para as áreas de pastagens em todo o país.

O desmatamento para fins de produção agrícola e as práticas de preparo do solo inadequadas para áreas sensíveis à erosão tem aumentado os processos erosivos e, como consequência, o assoreamento dos cursos d’água, reservatórios e açudes ocasionando inclusive a perda das matas galeria.

O poder erosivo da água depende do volume e velocidade do escoamento, da espessura da lâmina d’água, da declividade e comprimento da vertente e da presença de vegetação (MAGALHÃES, 1995).

Conforme o tipo de vegetação e a extensão da área, este processo pode ser mais ou menos intenso. A partir da retirada da cobertura vegetal, o solo fica exposto à erosão hídrica que é caracterizada por processos que se dão em três fases: desagregação, transporte e deposição.

 As praias oceânicas são os ambientes mais dinâmicos e sensíveis do planeta. São compostas de material inconsolidado, como areia e cascalho, e exercem diversas funções sócio-ecológicas, sendo a principal delas a proteção do continente contra o ataque erosivo de ondas e marés de tempestade. Desde a pré-história, as praias vêm desempenhando importantes papéis para as populações humanas; na atualidade, o turismo costeiro constitui a principal atividade econômica de muitos países, em todos os continentes. Essa atividade, no entanto, tem sido seriamente ameaçada pela erosão costeira, fenômeno que já é considerado mundial, pois afeta a maioria das costas do planeta. No Brasil e, em especial, no Estado de São Paulo, a situação não é diferente, uma vez que mais de 50% das praias paulistas se encontram em risco alto e muito alto de erosão. Embora as causas antrópicas para o fenômeno sejam diversas, vários processos naturais também devem ser considerados, destacando-se a elevação atual do nível do mar e seus impactos. Este trabalho apresenta alguns dos principais conceitos sobre o ambiente físico das praias e aborda o fenômeno da erosão costeira, suas causas, indicadores de monitoramento e classificação de risco das praias do Estado de São Paulo.

Podemos perceber que a ação humana vem alterando a natureza, de uma forma bem mais rápida e intensa que a própria natureza. Essas causas antrópicas que iniciou-se com a ocupação humana nas proximidades dos rios para facilitar suas vidas, propiciou também um assoreamento do rio, a agricultura que favoreceu o sedentarismo, também trouxe as queimadas e o desmatamento.

A erosão costeira é, portanto, um fenômeno mundial que deve se intensificar nas próximas décadas em decorrência da continuidade e aceleração da elevação do nível do mar. Excetuando-se as causas tectônicas, a elevação atual do nível do mar pode ser atribuída principalmente à expansão termal dos oceanos, ao derretimento dos glaciares, geleiras continentais e capas de gelo eternas (permafrosts), e ao derretimento das calotas polares na Groenlândia, no Ártico e na Antártida (IPCC, 2007).

Surge nesse momento uma discussão  importante que gera duas explicações distintas, a primeira está ligada a natureza que apresenta seus períodos distintos de aquecimento e resfriamento da crosta terrestre, a segunda teoria é aquela que está diretamente ligada a ação humana no planeta, que com a emissão de poluição, gases CFC, geram uma destruição da camada de ozônio, e assim, o planeta acaba recebendo mais raios solares que o normalmente aceitos, causando assim diversos problemas, como o derretimento das calotas polares.

O tempo tem mostrado que “o homem depende do solo – e, até certo ponto, bons solos dependem do homem e do uso que deles faz” (Buckman, 1968, p. 19). O solo é, portanto, a base das atividades humanas, prestando-se não somente ao desenvolvimento da agricultura, mas também à extração de recursos minerais, ao estabelecimento de áreas urbanas e industriais, etc. A prática agrícola pode alterar as características naturais do solo.

Tanto os usos agropecuários como os usos para fins urbanos e industriais que se fazem do solo são grandes desencadeadores de processos erosivos. Por sua vez, os movimentos de massa são estimulados principalmente por construção de moradias e abertura de estradas em áreas de declive acentuado.

As áreas urbanas hoje vivenciam graves problemas referentes tanto a processos erosivos como a movimentos de massa, desencadeados por ocupações irregulares de encostas, de planícies de inundação e de outras áreas de frágil equilíbrio ecológico. Tal situação é agravada pelo grande contingente populacional que hoje habita as cidades, não havendo uma organização adequada para uma ocupação ordenada deste espaço.

Uma boa forma de avaliação seria uma análise da região onde o aluno mora, pesquisando onde apresenta moradias irregulares, áreas de encostas que foram ocupadas por moradias ou agricultura. Pesquisar se as várzeas dos rios próximos estão preservadas, e buscar traçar ideias e propostas para a realização de projetos que evitem o avanço da erosão do solo em sua região.

Paulo Sérgio Lima de Paula


Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.

Bibliografia

-  A EROSÃO NAS PRAIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: CAUSAS, CONSEQÜÊNCIAS, INDICADORES DE MONITORAMENTO E RISCO
Celia Regina de Gouveia Souza

- Circular Técnica, 22 Embrapa
Controle dos Processos Erosivos Lineares (ravinas e voçorocas) em Áreas de Solos Arenosos Jaguariúna, SP Dezembro, 2011
Autores: Heloisa Ferreira Filizola, Gerson S. de Almeida Filho, Katia Canil, Manoel Dornelas de Souza, Marco Antonio F. Gomes.





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