A erosão ocorre de duas formas distintas, pela ação da
natureza, por agentes externos, como a água e o vento, e por agentes internos,
como os vulcões e o tectonismo. A ação da natureza modela o relevo alterando
aos poucos o espaço. Já a ação humana em pouco tempo muda drasticamente a
natureza.
O processo de degradação ambiental tem
início quando a exploração de um
determinado recurso natural se torna
maior do que a capacidade da natureza de repor ou reconstituir este recurso com
suas características originais.
Neste contexto, torna-se necessário
acompanhar o desenvolvimento local e apontar aspectos falhos no planejamento e
gestão da área e dos recursos voltados a ela e oferecidos por ela,
racionalizando a exploração dos bens
disponíveis e direcionando a ocupação
do solo para fins adequados em função de sua capacidade de exploração, na tentativa
de preservar a qualidade do ambiente (Silva et al., 2003, p. 8-9).
A erosão
acelerada, ou erosão antrópica, é um problema mundial. Vastas áreas estão sujeitas
à degradação do solo, às vezes de forma irreversível, por uma série de processos
como erosão e desertificação acelerada, compactação e selamento, salinização,
acidificação, diminuição da matéria orgânica e da fertilidade do solo e redução
da biodiversidade (LAL, 1994). No Brasil, a perda da camada superficial é a
principal forma de degradação dos solos. Em razão da ampliação da fronteira
agrícola e do uso intensivo do solo, HERNANI et
al. (2002)
estimaram perdas totais anuais de solo em áreas de lavoura da ordem de 750
milhões de toneladas e de 70 milhões de toneladas para as áreas de pastagens em
todo o país.
O desmatamento para fins de produção
agrícola e as práticas de preparo do solo inadequadas para áreas sensíveis à
erosão tem aumentado os processos erosivos e, como consequência, o assoreamento
dos cursos d’água, reservatórios e açudes ocasionando inclusive a perda das
matas galeria.
O poder erosivo da água depende do
volume e velocidade do escoamento, da espessura da lâmina d’água, da
declividade e comprimento da vertente e da presença de vegetação (MAGALHÃES,
1995).
Conforme o tipo de vegetação e a
extensão da área, este processo pode ser mais ou menos intenso. A partir da
retirada da cobertura vegetal, o solo fica exposto à erosão hídrica que é caracterizada
por processos que se dão em três fases: desagregação, transporte e deposição.
As praias oceânicas são os ambientes mais
dinâmicos e sensíveis do planeta. São compostas de material inconsolidado, como
areia e cascalho, e exercem diversas funções sócio-ecológicas, sendo a
principal delas a proteção do continente contra o ataque erosivo de ondas e
marés de tempestade. Desde a pré-história, as praias vêm desempenhando
importantes papéis para as populações humanas; na atualidade, o turismo costeiro
constitui a principal atividade econômica de muitos países, em todos os
continentes. Essa atividade, no entanto, tem sido seriamente ameaçada pela
erosão costeira, fenômeno que já é considerado mundial, pois afeta a maioria
das costas do planeta. No Brasil e, em especial, no Estado de São Paulo, a
situação não é diferente, uma vez que mais de 50% das praias paulistas se
encontram em risco alto e muito alto de erosão. Embora as causas antrópicas
para o fenômeno sejam diversas, vários processos naturais também devem ser
considerados, destacando-se a elevação atual do nível do mar e seus impactos.
Este trabalho apresenta alguns dos principais conceitos sobre o ambiente físico
das praias e aborda o fenômeno da erosão costeira, suas causas, indicadores de
monitoramento e classificação de risco das praias do Estado de São Paulo.
Podemos perceber que a ação humana vem
alterando a natureza, de uma forma bem mais rápida e intensa que a própria
natureza. Essas causas antrópicas que iniciou-se com a ocupação humana nas
proximidades dos rios para facilitar suas vidas, propiciou também um
assoreamento do rio, a agricultura que favoreceu o sedentarismo, também trouxe
as queimadas e o desmatamento.
A erosão costeira é, portanto, um
fenômeno mundial que deve se intensificar nas próximas décadas em decorrência
da continuidade e aceleração da elevação do nível do mar. Excetuando-se as
causas tectônicas, a elevação atual do nível do mar pode ser atribuída
principalmente à expansão termal dos oceanos, ao derretimento dos glaciares,
geleiras continentais e capas de gelo eternas (permafrosts), e ao derretimento
das calotas polares na Groenlândia, no Ártico e na Antártida (IPCC, 2007).
Surge nesse momento uma discussão importante que gera duas explicações
distintas, a primeira está ligada a natureza que apresenta seus períodos
distintos de aquecimento e resfriamento da crosta terrestre, a segunda teoria é
aquela que está diretamente ligada a ação humana no planeta, que com a emissão
de poluição, gases CFC, geram uma destruição da camada de ozônio, e assim, o
planeta acaba recebendo mais raios solares que o normalmente aceitos, causando
assim diversos problemas, como o derretimento das calotas polares.
O tempo tem mostrado que “o homem
depende do solo – e, até certo ponto, bons solos dependem do homem e do uso que
deles faz” (Buckman, 1968, p. 19). O solo é, portanto, a base das atividades
humanas, prestando-se não somente ao desenvolvimento da agricultura, mas também
à extração de recursos minerais, ao estabelecimento de áreas urbanas e
industriais, etc. A prática agrícola pode alterar as características naturais
do solo.
Tanto os usos agropecuários como os
usos para fins urbanos e industriais que se fazem do solo são grandes
desencadeadores de processos erosivos. Por sua vez, os movimentos de massa são
estimulados principalmente por construção de moradias e abertura de estradas em
áreas de declive acentuado.
As áreas urbanas hoje vivenciam graves
problemas referentes tanto a processos erosivos como a movimentos de massa,
desencadeados por ocupações irregulares de encostas, de planícies de inundação
e de outras áreas de frágil equilíbrio ecológico. Tal situação é agravada pelo
grande contingente populacional que hoje habita as cidades, não havendo uma
organização adequada para uma ocupação ordenada deste espaço.
Uma boa forma de avaliação seria uma
análise da região onde o aluno mora, pesquisando onde apresenta moradias
irregulares, áreas de encostas que foram ocupadas por moradias ou agricultura.
Pesquisar se as várzeas dos rios próximos estão preservadas, e buscar traçar
ideias e propostas para a realização de projetos que evitem o avanço da erosão
do solo em sua região.
Paulo Sérgio Lima de Paula
Formado em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São João Del Rei.
Bibliografia
- A
EROSÃO NAS PRAIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO: CAUSAS, CONSEQÜÊNCIAS, INDICADORES DE
MONITORAMENTO E RISCO
Celia Regina
de Gouveia Souza
- Circular Técnica, 22 Embrapa
Controle dos Processos Erosivos
Lineares (ravinas e voçorocas) em Áreas de Solos Arenosos Jaguariúna, SP
Dezembro, 2011
Autores: Heloisa Ferreira Filizola, Gerson
S. de Almeida Filho, Katia Canil, Manoel Dornelas de Souza, Marco Antonio F.
Gomes.
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