O
uso do Globo terrestre
Paulo Sérgio Lima de Paula
Professor de geografia
A
geografia é a ciência que possibilita a interação entre o cidadão e o mundo, aproveita
a interdependência das nações e de seus habitantes, para criar e desenvolver as
relações sociais.
Segundo
os PCN’s (1997):
Adquirir conhecimentos básicos de Geografia é
algo importante
para a vida em sociedade, em particular para
o desempenho das funções de cidadania: cada cidadão, ao conhecer as características
sociais, culturais e naturais do lugar onde vive, bem como as de outros
lugares, pode comparar, explicar, compreender e espacializar as múltiplas
relações que diferentes sociedades em épocas variadas estabeleceram e
estabelecem com a natureza na construção de seu espaço geográfico.
Na prática, todos os alunos
apresentam um conhecimento cartográfico, aquele que se obtêm pelas mídias, mas
faz parte do trabalho da geografia organizar esses conhecimentos e transformá-lo
em conhecimento estruturado a partir da educação escolar.
O conhecimento adquirido em sala de
aula deve ser significativo e agradável, as brincadeiras e jogos escolares
podem trabalhar toda a teoria da cartografia com uma prática divertida.
Para Pimenta (2002, p. 92),
A
atividade teórica é que possibilita de modo indissociável o conhecimento da
realidade e o estabelecimento de finalidades para sua transformação. Mas para
produzir tal transformação não é suficiente a atividade teórica; é preciso
atuar praticamente.
Assim, uma
técnica que se destaca no ensino de Geografia é o estudo do meio. Para
Pontuschka e colaboradores (1991, p. 47),
O estudo do meio pode se tornar
um trabalho pedagógico coletivo e interdisciplinar ao considerar a vivência e
a compreensão de realidades específicas envolvendo diferentes áreas do
conhecimento.
A atividade
desenvolvida foi realizada em um espaço aberto do Instituto de Cegos Padre
Chico, onde de maneira informal, começamos falando de times de futebol
internacionais, o lugar onde gostaria de passar as férias e, a partir dessa
conversa, começamos a analisar em grupos o globo terrestre, quais são os
continentes, onde está localizado o Brasil, a importância da linha do Equador.
Alguns assuntos tiveram seu espaço garantido nesse momento, onde em uma atmosfera
de cooperação, os alunos cada qual em seu grupo, compartilhavam o que sabia
sobre determinado local ou país.
Com o globo terrestre em mãos, foi possível
verificar a existência das linhas imaginárias do Equador, dos Trópicos de
Câncer e de Capricórnio – que passa inclusive pelo estado de São Paulo – e
pelos Círculos Polares Ártico e Antártico, situação essa que nos levou ao tema:
zonas climáticas. Onde os locais mais próximos da linha do Equador é mais
quente e a medida que vai se afastando vai ficando mais frio.
Ao incentivar a curiosidade, desperta-se a
vontade de aprender, um local agradável, ajuda a criar a atmosfera necessária
para conectar os alunos do 8º ano a cartografia escolar.
Paulo
Sérgio Lima de Paula
Formado
em Ciências Sociais pela Fundação Santo André, em Geografia pela Faculdade São
Bernardo e cursando especialização em Mídias na Educação pela Universidade federal de São
João Del Rei.
Referências:
-
PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidade
teoria e prática? 5. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
-
PONTUSCHKA, Nidia Nacib et al. O “estudo do meio” como trabalho integrador das
práticas de ensino. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n. 70, p.
45-42, 1991.
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